No último dia 15, a Araticum marcou presença na reunião do Conselho Consultivo do GEF Restaura Biomas, realizada na sede do WWF-Brasil, em Brasília. Representada pelas coordenadoras Alba Cordeiro, Carolina Marcial e Laura Antoniazzi, além da secretária executiva Carol Sacramento, a rede defendeu o protagonismo dos coletivos biomáticos como autoridades essenciais na orquestração da agenda nacional de restauração.
Além da Araticum e dos coletivos de restauração representando os seis biomas brasileiros, o encontro também reuniu órgãos do governo federal, como o MMA, MDA, SFB, ICMBio e Funai, representantes da sociedades civil como o Observatório da Restauração e a SOBRE – Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica, e as organizações gestoras do programa – WRI, TNC e WWF-Brasil – para alinhar os próximos passos da recuperação ambiental no país.
O Restaura Biomas é uma iniciativa estratégica financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) que visa impulsionar a restauração de paisagens e a conservação da biodiversidade em escala nacional. No contexto do Cerrado, o projeto é fundamental para enfrentar o desafio da restauração das formações savânicas e campestres, que possuem dinâmicas ecológicas distintas das florestais e gargalos específicos em seus mecanismos de financiamento e implementação de políticas públicas. A articulação entre o financiamento global e a execução local é o que permite que metas ambiciosas de recuperação deixem o papel e cheguem ao chão nos territórios estratégicos do Cerrado.
Durante a reunião, a Araticum defendeu que a sustentabilidade das iniciativas depende diretamente do desenvolvimento institucional das redes e do fortalecimento das comunidades locais e povos tradicionais. Como coletivo multissetorial que conecta mais de 170 organizações, a rede destacou que o conhecimento territorial e o engajamento de povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares são os pilares que garantem a viabilidade econômica e a integridade ecológica das áreas restauradas no bioma.
Essa participação reforça a missão da Araticum de consolidar a restauração inclusiva no Cerrado como um modelo de governança de paisagem. Ao garantir que as redes biomáticas sejam reconhecidas como articuladores essenciais perante o governo federal e organismos internacionais, a Araticum assegura que os recursos e as políticas públicas sejam direcionados para as prioridades reais do território, acelerando a meta de recuperar milhões de hectares e preservar os serviços ecossistêmicos vitais do “berço das águas”.
Fotos de destaque e na galeria: Pedro Cardoso







