Liderança territorial e ciência comunitária para a restauração inclusiva do Cerrado
De 24 a 27 de agosto, a Araticum marca presença na 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (também chamada de COP17 da Desertificação), realizada em Ulan Bator, na Mongólia. Representada por Fabrícia Santarém Costa, coordenadora da rede e coletora de sementes Geraizeira, e por Carol Sacramento, secretária executiva, a articulação leva ao palco internacional a urgência de proteger, restaurar e valorizar o Cerrado brasileiro.
Na COP com o tema “Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança” e objetivo principal debater soluções para a degradação do solo, secas, pastagens e resiliência hídrica, a participação da Araticum foca na apresentação de soluções estruturantes construídas a partir de sua ampla base de organizações membro, que inclui povos Povos Indígenas e Quilombolas, comunidades locais, agricultores, pesquisadores, organizações sociais, iniciativa privada e instituições governamentais em nove estados brasileiros, combinando restauração ecológica, conservação ambiental e resiliência socioeconômica.
Focos da Araticum na COP17
- Fortalecimento das comunidades e redes tradicionais: levar a voz de povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares (PIQCTAFs) para o centro das decisões globais sobre solo e água, demonstrando como o conhecimento tradicional é indispensável para combater a degradação da terra.
- Cadeia produtiva e economia da restauração: posicionar a coleta de sementes nativas, a produção em viveiros locais e a implementação da restauração ecológica e produtiva como motores econômicos e de autonomia para populações tradicionais e agricultores.
- Urgência da visibilidade da restauração em ecossistemas não florestais: destacar a necessidade de investimentos contínuos e financiamento climático direcionado às formações campestres do Cerrado, essenciais para a segurança hídrica, biodiversidade e mitigação climática.
- Escala e articulação de políticas públicas: apresentar o modelo articulado de governança que incide no apoio à formulação e implementação de políticas públicas federais e estaduais.
Eixos de Atuação e Participação na Agenda
Na programação da conferência, as representantes priorização painéis e discussões voltados para temas estratégicos para a rede:
- Terra, Pessoas e Justiça Climática: debates sobre o papel de plataformas regionais de restauração em terras secas, governança biocêntrica e transição agroecológica.
- Segurança hídrica e resiliência climática: discussões sobre o componente ambiental do ciclo hidrológico e a proteção de bacias estratégicas no bioma.
- Financiamento climático e modelos produtivos: diálogos com parceiros internacionais e representantes governamentais para direcionar capital e novos investimentos para a restauração produtiva.
“Restaurar o Cerrado significa cuidar do nosso clima, da nossa água e do nosso futuro. É fundamental investir na restauração de florestas, savanas e campos nativos, bem como na autonomia e no fortalecimento das organizações comunitárias que estão na linha de frente da conservação.”
— Fabrícia Santarém Costa, coordenadora da Araticum e coletora de sementes Geraizeira.
Acompanhe as mídias sociais da Araticum de 24 a 27 de agosto para mais detalhes de nossa atuação por lá!
