O Guia de Boas Práticas para a Restauração Ecológica Inclusiva foi elaborado pela Araticum – Articulação pela Restauração do Cerrado, seus membros e parceiros. A restauração ecológica inclusiva é a prática que visa a recuperação ecológica de ecossistemas degradados, ao mesmo tempo que incorpora a participação ativa de diversos grupos locais na tomada de decisão, especialmente mulheres, juventudes e PIQPCTAFs (Povos Indígenas e Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares).Para isso, é essencial a co-construção de soluções socioambientais junto aos grupos locais de maneira a integrar os saberes científicos e tradicionais na produção de inovação social, respeitar e valorizar seus direitos culturais e territoriais, fortalecer os meios de vida e a qualidade de vida das pessoas, promover autonomia e participação ativa de diversos grupos em todas as etapas do processo, e assegurar a distribuição equitativa e justa dos benefícios da restauração. Este guia tem como objetivo orientar projetos e iniciativas de restauração ecológica, apoiar a formulação de políticas públicas, a elaboração de editais e a atuação de financiadores, promovendo uma abordagem mais inclusiva.O guia se destina a indivíduos, grupos e organizações que atuam, influenciam ou são impactados, direta ou indiretamente, pelas ações de restauração ecológica. Isso inclui: Povos Indígenas e Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares (PIQPCTAFs), pequenos, médios e grandes proprietários e produtores rurais, órgãos governamentais, organizações não governamentais, empresas privadas, técnicos extensionistas, cientistas e instituições acadêmicas, órgãos financiadores, investidores de impacto e representantes do mercado financeiro, além de outros mobilizadores e tomadores de decisão.