A participação de Anabele Gomes, presidente da Rede de Sementes do Cerrado e coordenadora da Araticum, na reunião do Grupo de Trabalho (GT) Cerrado e Caatinga marcou um momento estratégico para a consolidação de políticas ambientais em Minas Gerais. Liderado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG), o GT reúne especialistas e lideranças para debater o aprimoramento de normas, diretrizes e instrumentos focados na preservação ecológica e na sustentabilidade de duas das coberturas vegetais mais importantes do estado.
Durante os debates, Anabele contribuiu ativamente no alinhamento das ações propostas pelo “”Mapa do Caminho”” do GT, estruturado em cinco eixos estratégicos para construir territórios mais resilientes: (1) Articulação e Engajamento Social; (2) Planejamento e Ordenamento Territorial; (3) Uso Sustentável e Produção Rural de Baixa Emissão de Carbono; (4) Instrumentos Normativos e Econômicos; e (5) Gestão da Informação e Monitoramento Ambiental. A atuação da coordenadora reforçou a necessidade de cruzar essas metas técnicas com as demandas reais dos povos e comunidades tradicionais da região.
O encontro também traz luz à potência da composição intersetorial do GT, que sob a coordenação do IEF reúne órgãos públicos, o setor produtivo e representantes da Sociedade Civil, como os coletivos biomáticos Araticum e RECAA Rede Pela Restauração da Caatinga.
Para a Araticum, este espaço de governança junto ao IEF é fundamental para garantir que as ações do Plano de Ação Climática do Estado alcancem impactos reais no Cerrado e na Caatinga, que juntos cobrem cerca de 60% do território mineiro. A inclusão de vozes do terceiro setor e de comunidades assegura que as diretrizes de restauração ecológica andem de mãos dadas com a salvaguarda socioambiental e a valorização das cadeias da sociobiodiversidade, especialmente na faixa norte do estado.
Ao avaliar os desdobramentos práticos pactuados na reunião, Anabele destacou o potencial transformador desses esforços. “O resultado foi positivo, e acreditamos que o envolvimento de tantas cabeças brilhantes traz grandes oportunidades de avanço para a restauração ecológica e a justiça social do Cerrado e da Caatinga.”





